Moda pelo Petit Bureau

Movida pela paixão sobre tudo aquilo que me seduz e afeta, escrevo sempre que posso a todos que se interessam pelas mesmas coisas que eu. De alguma forma, meu coração precisa deste "escritoriozinho" (le petit bureau) para expressar emoções! Obrigada por estarem avec moi!!!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Durante a madrugada

Sabe, tem horas que os pensamentos ficam claros como a água. Em um momento desses, eu paro e escrevo a partir de alguma inspiração. É nos dias em que me sinto viva, no meu coração que bate e que percebo as coisas que ficaram para trás, e o que está por vir.  Daquilo que me arrependo, está apenas no que não foi vivido. Sobretudo, existem chances que estão por vir, e cada passo de ser dado de uma vez. Reflexões fluem nas paradas para pensar sobre a vida, daquilo que gostamos e do que podemos levar. E quando falamos baixinho, ao pé do ouvido, sobre sentimentos que jamais apareceriam e acabam se tornando constrastes em nossas escolhas, e momentos corriqueiros. Em mais um ano, obrigo-me a pensar naquilo que deixei de fazer e naquilo que ainda posso escolher, e fazer assim, alguma diferença. Na invenção do meu cotidiano, nem tudo são flores, mas, certamente, nem tudo são pedras. Como diz Piaf, "Il est entré dans mon Coeur,une part de bonheur, dont je connais la cause", causa esta que está nos dias mais felizes, afinal, tudo o que buscamos se resume na sublime felicidade. Mas, ser feliz não é mais algo simples. A complexidade do viver tornou cara a felicidade, que é mais percebida no alheio, nos estereótipos, na liquidez dos relacionamentos, no desfech  fatal dos contos de fadas. Ser feliz é raro e custa caro, pois, nos novos estilos de vida, diz respeito às viagens, aos paetês e à translumbrância, ao glamour e ao prestígio dos círculos superficiais das grifes de luxo, que nos circunscrevem pertença, desejo, entrelaçamentos e frivolidade. As palavras são quase as mesmas... felicidade e frivolidade; mesma letra inicial e mesma terminação, mas com meios completamente distintos. Nos retratos sem retoques é que podemos sentir o bom gosto da verdadeira e sublime felicidade, mas, há que ser sábio o bastante, para não torná-la arma de destruição. Contudo, ainda é preciso continuar a viver.
Um pequeno arranjo eu deixo hoje http://letras.terra.com.br/grace-jones/329379/

Nenhum comentário: